| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Furnariida |
| Superfamília: | Grallarioidea |
| Sclater & Salvin, 1873 | |
| Família: | Rhinocryptidae |
| Wetmore, 1926 | |
| Subfamília: | Scytalopodinae |
| Müller, 1846 | |
| Espécie: | S. novacapitalis |
Espécie endêmica do Brasil. O tapaculo-de-brasília (Scytalopus novacapitalis) ou macuquinho-de-brasília é uma ave passeriforme da família Rhinocryptidae.
Essa espécie foi descoberta em Brasília-DF, em 1958, durante a construção da capital. Foi descrita por Helmut Sick, ornitólogo e naturalista alemão naturalizado no Brasil. Ele é considerado o maior ornitólogo brasileiro, catalogou mais de 3000 exemplares de aves.
Nomeou-se a espécie de tapaculo-de-brasília, mas ele também pode ser chamado de macuquinho-de-brasília e seu nome, em inglês, é Brasilia tapaculo. Seu nome científico é Scytalopus novacapitalis, e foi dado em homenagem à nova Capital do Brasil.
Atualmente se encontra em perigo de extinção por causa da destruição de habitat.
Nos anos 1980, 68 indivíduos foram registrados em todo Distrito Federal.
Nos anos de 2010 e 2011, Luane Reis dos Santos, aluna do programa de doutorado em Ecologia, do Instituto de Ciências Biológicas (IB), percorreu os pontos onde a ave tem alta probabilidade de ocorrer e, até o início de Agosto de 2011 havia encontrado apenas dois indivíduos - um nas proximidades do Parque Nacional, outro perto da Reserva Ecológica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As razões para o desaparecimento da espécie envolvem a degradação do ambiente natural. A doutoranda Luane informou: “Sabemos que ele existe em unidades de conservação, mas em áreas que não foram preservadas isso não acontece”. Em 2017, o fotógrafo de aves Jonatas Rocha conseguiu fazer 67 registros do tapaculo-de-brasília em Brasília, e 240 no município de São Roque de Minas, no Triângulo Mineiro.
Seu nome científico significa: do (grego) skutalë, skutalon = vara, porrete; e pous = pé; e de novacapitalis = referente a região da nova capital do Brasil, Brasília fundada em 1960. ⇒ (Ave) de Brasília com pé de vara ou (pássaro) da nova capital com pé de vara.
Seu tamanho e de 11cm, 18,9g. Partes superiores cinzento-escuras, partes inferiores cinzento-claras; loro esbranquiçado; bico curto escuro provido de uma “tampa” sobre a narina (opérculo nasal), mandíbula um pouco mais clara; pernas claras, marrom-amareladas ou rosadas (não pardo-escuras como em Scytalopus speluncae que é menor),cauda é pequena e levantada. Voz: o canto lembra o de S. speluncae sendo, porém, compassado “chet-chet-chet …”, ou “ük-ük-ük …“ou “tóc-tóc-tóc … ” o ritmo é bem menos apressado que o de S. speluncae; esta seqüência, um tanto ascendente, pode seguir sem interrupção dois minutos ou mais; às vezes um segundo indivíduo, provavelmente a fêmea, responde com uma seqüência mais alta “wit…”, “tchâ, ta, ta” (advertência); quando torna-se irritado, em defesa do território após play-back, a dita seqüência monótona longa torna-se curta e termina com um áspero “tsa, tsa, tsa …”, que corresponde à advertência.
Curiosidades:Raramente voam (algumas variedades quase perderam capacidade de voar), mas correm com muita rapidez e escondem-se ao menor sinal de perigo. Este tapaculo foi descoberto na época da construção de Brasília.
Habita o sub-bosque de florestas de galeria e, ocasionalmente, áreas de florestas secundárias, próximas a cursos de água,no nível do solo, entre a folhagem e vegetação densa, rica em samambaia (Blechnum brasiliense) e palmito-juçara (Euterpe edulis), Devido ao seu hábito rasteiro na vegetação ripária do Cerrado, ocupa o nicho ecológico de pequenos roedores. É encontrado em árvores apenas quando foge de algum perigo
Endêmica do Brasil, ocorre exclusivamente em Brasília-DF, Formosa-GO e sudoeste de Minas Gerais. Recentemente, há registros feitos na Serra da Canastra, Minas Gerais.